segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

WALL STREET - O DINHEIRO NUNCA DORME


O diretor Oliver Stone retoma a temática dos negócios de ações e tenta colocar em pauta as teias que envolvem a vida desses homens poderosos que em um deslize podem sair da pobreza para o mundo dos milionários e vice-versa. Nem tão glamouroso quanto o primeiro longa e tão didático o novo filme que retrata o mundo de Wall Street ainda tem como ponto forte a presença de Michael Dougla que esta sensacional, um verdadeiro show de atuação.

Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da cadeia depois de 21 anos e encontra um mercado financeiro à beira do colapso. Ao mesmo tempo em que Gekko tenta se reaproximar de sua filha (Carey Mulligan), o noivo dela, Jacob (Shia LaBeouf), um jovem corretor de Wall Street, tem suas próprias ambições. Jacob "Jake" Moore (Shia LaBeouf) acredita que seu chefe, Bretton James (Josh Brolin), teve alguma ligação com a morte de seu mentor. Gekko decide, então, ajudar o jovem Jake em seus planos de vingança.

O filme deixa bem claro que sempre tem alguém ganhando dinheiro, mesmo nas piores crises. Uma das grandes diferenças do primeiro longa Wall Street - Poder e Cobiça (leia a crítica) é que esse pretende mostrar mais o lado pessoal dos personagens, desenvolver relações afetivas e tentar provar que até mesmo os filhos do Touro de Wall Street têm coração. A trama aborda a consciência do mundo em que vivemos e das ações que tomamos. As nossas ações tem conseqüências especialmente em um mundo competitivo e interligado como o dos acionistas.

Se compararmos as duas produções o 1ª filme é mais interessante e tem também um desfecho menos piegas, mas a produção é muito bem trabalhada como a maioria dos filmes de Stone. A trilha é bem gostosa de assistir, a edição de um modo geral foi bem feita e em especial as atuações de Michael Douglas, Josh Brolin (Onde os Fracos Não Tem Vez) e Frank Langella (Forst / Nixon) são o ponto forte do filme. Wall Strett: O Dinheiro Nunca Dorme é uma boa pedida ainda mais se for feito seguido do 1º longa, mas mesmo como viagem solo vale o ingresso.


Escrito por Silvano Vinna do blog Cinema Detalhado.


Trailer:



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