segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um Doce Olhar

“Um Doce Olhar” (Bal) indicado para o público que aprecia um bom cinema de arte. O nome original do filme pode ser traduzido como “Mel”. O filme é um retrato de uma Turquia desconhecida para nós, onde o enredo é narrado através da ótica de um menino solitário, com problemas de gagueira, com dificuldades de socializar com crianças as outras crianças de sua turma na escola e que ver no pai a figura de maior afeto na sua vida.

Para quem não está acostumado com filme de pura arte vai um aviso. “Um Doce Olhar” pode ter efeito de sonífero para você. O filme é arrastado, utiliza-se muitas vezes de sons da natureza e sua fotografia é trabalhada como muita técnica e qualidade. O filme tem poucos diálogos e o seu prólogo é na verdade o desfecho do longa.

É necessário um pouco de paciência para embarcar na obra do diretor Semih Kaplanoglu. O filme não se sustenta de nenhuma reviravolta em sua trama e o personagem principal é um garoto introvertido e com poucas falas. Um filme para ser apreciado. Com pequenas cenas fantásticas (exemplo, do pai que ajuda o filho a beber o leite, para que sua mãe não fique chateada). “ Um Doce Olhar “ é um filme muito bonito, delicado e simples, mas que demora de acontecer .

Para surpresa de muitos o filme foi o campeão do último Festival de Berlim e concorreu com filmes como “O Escritor Fantasma” de Roman Polanski.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cartas Para Julieta

Comédia romântica leve, despretensiosa e ideal para quem quer se distrair com o tema. O grande trunfo do filme é que ele não exagera na dose de açucar. Se você estiver num dia tolerante e de muito bom humor, “Cartas para Julieta” pode se tornar melhor do que ele é.


















O filme dirigido por Gary Winick (Noivas em Guerra) conta a história de Sophie uma jovem americana que viaja para Verona, Itália, a famosa e inspiradora cidade onde foi criada a personagem Julieta Capuleto (da obra de Romeu e Julieta) É neste local que ela descobre um grupo de pessoas que costuma responder às cartas - deixadas num muro - daqueles em busca de conselhos sobre o amor. A garota então responde a uma dessas cartas, datada de 1951, o que acaba inspirando a autora a viajar para a Itália em busca daquele que sempre foi sua verdadeira paixão. O fato também desencadeia uma série de eventos que irá mudar a vida de todos e inclusive a dela.

Amanda Seyfried (Mamma Mia, Querido John) se torna mais simpática em cada filme. Bem a vontade no papel, Amanda é responsável pelo bom andamento do filme, que também, traz Vanessa Redgrave e Gael Garcia Bernal (pouco aproveitado).

Filme feito para agradar e que mostra a velha formula de que o amor resolve todos os problemas de mundo. Mas como eu havia dito o filme para ver com muita tolerância.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Jovem Rainha Vitória

O filme “A Jovem Rainha Vitória” dirigido por Jean – Marc Valle (do excelente C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor) é uma dramatização biográfica dos primeiros e turbulentos anos de poder da Rainha Vitória, o mais longo reinado do Reino Unido e que entrou para história como a Era Vitoriana.

O filme tem um roteiro direto e não compromete muito tempo em se aprofundar na história de amor da Rainha Vitória com o Príncipe Albert. Tudo é narrado com o maior cuidado em 109 minutos, tempo suficiente para não deixar o filme cansativo.



O filme pode agradar também, as platéias mais jovens. A escolha da atriz Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) foi decisiva para isso. O figurino perfeito (premiado com o Oscar), direção de arte impecável e boas atuações são ótimos complementos deste agradável filme épico.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Feliz Aniversário, Woody Allen!

Nascido no dia 1º de dezembro de 1935, Allan Stewart Konigsberg desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos, já como Woody Allen, o jovem começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, freqüentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy. Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar O que é que há, gatinha?. Como diretor estreou em 1969, com "Um assaltante bem trapalhão", e de lá para cá foram mais de 30 filmes, mantendo uma média de um filme por ano.

O primeiro filme premiado de Woody Allen foi Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (título original e em Portugal: Annie Hall), que recebeu quatro Oscars (três para Allen, de melhor filme, roteiro e direção, e um para Diane Keaton, de melhor atriz). Nunca compareceu a nenhuma das cerimônias em que estava concorrendo.

Fã de Ingmar Bergman, Groucho Marx, Federico Fellini, Cole Porter e Anton Chekhov, já trabalhou com Carrie Fisher, Michael Caine, Max Von Sydow, Martin Landau, Gene Wilder, Angelica Huston, Meryl Streep, Sydney Pollack, Judy Davis, Liam Neeson, Juliette Lewis, Alan Alda, Goldie Hawn, Leonardo di Caprio, Edward Norton, Drew Barrymore, Julia Roberts, Tim Roth, Natalie Portman, Helen Hunt, Charlize Theron, Dan Aykroyd, Danny DeVito, entre outros.

Dirigindo, escrevendo e atuando a maioria de seus filmes, Woody Allen encarna, na maioria das vezes, um judeu nova-iorquino neurótico e fracassado. Com alguns filmes otimistas e outros nem tanto, o cineasta consegue repetir os temas sem parecer repetitivo.

Depois do fim de seu contrato com a empresa de Steven Spielberg, Allen decidiu reatar o namoro com o drama. Primeiro veio a aproximação com o gênero, com o Melinda e Melinda, seguido de Match Point, que foi o primeiro drama do cineasta em 16 anos, que arrebatou muitos elogios da crítica. O longa recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro, inclusive para Melhor Filme – Drama, e uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Match Point marca ainda por ser o primeiro filme de Allen passado em Londres e também o primeiro com a atriz Scarlett Johansson. O diretor retornou à comédia em seu projeto seguinte, Scoop, também com Scarlett.

Além de comediante, diretor, roteirista e ator de cinema, Woody Allen toca clarinete semanalmente num bar de Nova York. Sua ligação com a música, principalmente com o Jazz, pode ser conferida em todos os seus filmes, dos quais é responsável também pela escolha da trilha sonora. Em 2002 participou, pela primeira vez, do Festival de Cannes, onde ganhou uma Palma de Ouro pelo conjunto de sua obra.

Woody Allen se descreve da seguinte maneira "As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro)".

Algumas premiações;

Oscar
Melhor Filme
1977 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
Melhor Diretor
1977 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
Melhor Roteiro Original
1977 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
1986 - Hannah e Suas Irmãs

Globo de Ouro
Melhor Filme - Comédia/Musical
2008 - Vicky Cristina Barcelona
Melhor Roteiro
1985 - A Rosa Púrpura do Cairo

Festival de Veneza
Leão de Ouro
100 anos do cinema (1995)
Prêmio Pasinetti de Melhor Filme
1983 - Zelig
[editar] Urso de Prata
Conjunto da obra
[editar] Festival de Cannes
Prêmio FIPRESCI
1985 - A Rosa Púrpura do Cairo


Filmografia disponível na GPW Videolocadora;

» A ROSA PURPURA DO CAIRO
» HANNAH E SUAS IRMAS
» INTERIORES
» TUDO O QUE VOCE SEMPRE QUIS SABER SOBRE
» CRIMES E PECADOS
» PODEROSA AFRODITE
» TODOS DIZEM EU TE AMO
» CELEBRIDADES
» NOIVO NEUROTICO,NOIVA NERVOSA
» MANHATTAN
» A ULTIMA NOITE DE BORIS GRUSCHENKO
» POUCAS E BOAS
» DORMINHOCO
» TRAPACEIROS
» SONHOS EROTICOS DE UMA NOITE DE VERAO
» ZELIG
» O ESCORPIAO DE JADE
» A OUTRA
» DIRIGINDO NO ESCURO
» IGUAL A TUDO NA VIDA
» MELINDA E MELINDA
» MATCH POINT-PONTO FINAL
» SCOOP-O GRANDE FURO
» O SONHO DE CASSANDRA
» O QUE HA, TIGRESA?
» VICKY CRISTINA BARCELONA
» TUDO PODE DAR CERTO

terça-feira, 23 de novembro de 2010

(500) Dias Com Ela

Despretensioso, simples e encantador. Posso estar exagerando, mas (500) Dias com Ela, para mim, é um dos grandes filmes de romance da década. Uma produção independente, um diretor estreante no cinema, baixo orçamento e um roteiro formidável, simples e encantador. Faz tempo que um filme do gênero não consegue ser tão marcante, tão agradável e deliciosamente cruel. Talvez desde “Antes do Amanhecer” não vejo um romance que me deixe tão paralisado.

O diretor Marc Webb, conhecido como diretor de videoclipes faz sua estréia no cinema em bom estilo, subvertendo a questão de gêneros e a concepção do amor, uma vez que o assunto é tratado através de uma ótica masculina.

A trama não é necessariamente uma história romântica: Summer veio de Michigam a procura de um emprego em Nova York, descolada, simpática e independente, logo chama a atenção de Tom um nerd que trabalha numa empresa de confecções de cartões comemorativos e que acredita que Summer é a sua alma gêmea. Eles se apaixonam, ou melhor, Tom se apaixonada por Summer, 500 dias se passam na relação e é revelado como uma relação pode ser imprevisível, insuperável, doloroso e muito divertido.

A dupla de atores (Joseph Gordon-levitt e Zooey Deschanel) esbanja química em 95 minutos de filme. Com muita versatilidade e super bem à vontade no papel, não tem como imaginar outra casal de atores para o papel de Tom e Summer.

O roteiro passeia em genialidade. Desde o inicio ele nos prepara para um filme diferente e avisa que “não é uma história de amor com o final feliz”. Não espere um filme em que o mocinho vai atrás do ladrão que roubou a bolsa da mocinha. Uma das melhores cenas do filme “Realidade/Expectativa” explica de forma verossímil e criativa algumas situações que com certeza já podemos vivenciar.

Marc Webb encontrou uma maneira inteligente e verdadeira pra contar uma divertida história que não mão de outros poderia tornar bastante comum. O filme tem referência de Woddy Allen em “Noivo Nervoso, Noiva Neurótica” e possui uma trilha sonora de muito bom gosto e inserida nas horas mais apropriadas possíveis. Uma visão verdadeira e trágica do amor. Um filme para ver sem expectativa. Sinta o filme, reflita ,delicie-se. Uma verdadeira lição de que relacionamentos precisam ser finalizados e a atitude de encerrar às vezes é muito sábia.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Elvis e Annabelle – O Despertar de Um Amor

Esse filme foi lançado nos Estados Unidos em 2007 e só chegou agora direto em DVD no Brasil. O filme conta com a presença de Blake Lively (de “Gossip Girl”) e do ótimo Joe Mantegna (“Desafio no Bronx” e “O Poderoso Chefão 3”). Uma ótima fotografia o filme é indicado para os “teenagers”.

A previsível história se sustenta em Annabelle, jovem cuja rotina é controlada por sua ambiciosa mãe, que viaja para participar de um concurso de miss no qual acaba vencendo. Contudo, acaba falecendo inesperadamente, e seu corpo é levado para o jovem agente funerário Elvis. É quando a garota ressuscita milagrosamente e ambos passam a viver uma intensa e tumultuada paixão.

O filme não enrola muito para começar e é conduzido de forma rápida e objetiva até o final. Recheado de clichês típicos de filmes do gênero, “Elvis e Annabelle” passa longe de ser um filme ruim, porém, esquecível depois de alguns dias.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Profeta


Difícil ver “O Profeta” e não compara-lo com clássicos como Poderoso Chefão e Scarface.O filme dirigido por Jacques Audiard conta a história do jovem Malik, condenado na França a seis anos de prisão. Malik compra sua entrada a custo de muito sangue , tornando- se uma personalidade importante na prisão.Acompanhar a ascensão de Malik é tão envolvente como acompanhar a história de Tony Montana e Dom Coleorne.Bastante inteligente o jovem árabe aproveita os dias de liberdade para investir na lucrativa arte de traficar drogas.

O filme é um verdadeiro caldeirão em ebulição, o diretor equilibra , violência,boas risadas,relação de culpa da elite francesa com imigrantes árabes e tesão em 155 minutos de projeção.Um dos grande filmes de máfia que eu já vi.

Kick Ass - Quebrando Tudo

Filme de muito bom gosto e 100% independente. Chega às locadoras compartilhando muita polêmica, humor e violência. Com muita certeza incluiria o filme na lista dos melhores do ano. A adaptação da série dos quadrinhos de Mark Millar (O Procurado) levanta uma simples questão: e se, em meio a era das redes sociais como Youtube,Facebook, um garoto não muito bom da cabeça, decide vestir um fantasia e começasse a combater a criminalidade? Essa pergunta Dave Lisewski, um nerd fã de ciências exatas e quadrinhos de super – heróis, faz a si mesmo todos os dias. Dave não é popular na escola, as meninas os desprezam, porém nosso protagonista é bastante otimista e a resposta para sua pergunta veio por meio de um uniforme comprado na internet, um herói criado por ele mesmo e muito soco na cara, sangue e mutilações.

O roteiro surpreende logo nos primeiros minutos, quando um pai dispara vários tiros em sua filha de 10 anos , munida de colete à prova de balas, com o objetivo de ensinar a lição valiosa de como ela pode agüentar as piores dores do mundo. A expressão de ambos revela uma sólida relação de amor e carinho.

O diretor Matthew Vaughn (do bom Nem Tudo é O que Parece com Daniel Craig) não poupa violência na condução de seu filme. Logo na primeira vez que Kick Ass entra em cena, fazendo sua primeira “ronda” ele é agredido, esfaqueado e atropelado. Um banho de sangue que muitas vezes achei que estava assistindo um filme do Tarantino,não só pelo violência,mas também pela qualidade de construir um filme objetivo e cheio de personagens marcantes.Outra boa razão para assistir o filme é Hit Girl,uma heroína de 10 anos que com certeza vai ficar na cabeça.

Violento, antiético, pop e muito divertido. Kick Ass, como no próprio pôster de cinema disse é realmente, “Um Chute na bunda nos filmes de super-heróis”.

As Melhores Coisas do Mundo

Sensacional o último filme da diretora Laís Bondanzky (Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudades). Lançado nos cinemas no início do ano “As Melhores Coisas do Mundo” não cai na temática da maioria, dos filmes nacionais sobre as secas do nordeste, a miséria e a violência e o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro.

Em seu terceiro filme a diretora foge desses assuntos e se mostra bastante competente ao falar do cotidiano de adolescente da classe média em uma escola em São Paulo. O personagem principal é Mano um jovem da classe média cujos pais estão se separando. Seus medos, angústias e ansiedades, típicos da adolescência, são compartilhados entre os amigos da escola onde estuda. Ali, esse grupo de adolescentes ainda discute dilemas como amor, sucesso, medo e preconceito.

Bondansky equilibra de forma muito própria assuntos leves, como a vontade de conquistar a garota mais popular do colégio, a cobrança dos amigos para Mano perder a virgindade, com discussões mais pesadas, como depressão e conflitos familiares. Com isso a uma boa dose de situações dramáticas e engraçadas.

O filme é muito bem feito, natural, saudoso. A autenticidade é tão grande que muitas vezes nos deparamos com alguns dissabores do nosso cotidiano. Acho vem também para ajudar a mostra que o cinema brasileiro não é só violência, fome e miséria.



Nota – 8,5

À Prova de Morte


“À Prova de Morte” dirigido pelo insano e espetacular Quentin Tarantino se sustenta na trama de Oito mulheres em momentos diferentes que são perseguidas por um dublê psicopata que utiliza de suas habilidades com o carro para executar os seus planos de assassinatos. Também lançado como um filme único, parte do conteúdo está em "Grindhouse", de Tarantino e Robert Rodriguez.

De ínicio afirmo que “À Prova de Morte” não é nenhuma genialidade, comparado aos filmes anteriores de Tarantino (Cães de Aluguel, Jackie Brown e Pulp Fiction).Entretanto, para fãs do diretor(como eu) o filme é uma saboroso e divertido passatempo.Digo isto, porque no filme é explicíto sua marca registrada ; sangue jorrando, pernas e braços voando, boa música , mulheres poderosas dando a volta por cima e diálogos espetaculares. Particularmente, os diálogos são o ponto forte do filme. Não é genial como os de Jackie Brown e Pulp Fiction, porém conduzido com muito humor negro, deboche, crítica aos queridinhos de Hollywood, sexo e outras coisas. É incrível como Tarantino consegue trabalhar os diálogos dos seus filmes, para que pessoas fictícias se assemelhem com pessoas reais conversando.


Quentin Tarantino em “Á Prova de Morte” está no auge da sua criatividade e prova mais um vez que além de um genial diretor é um excelente roteirista. A dica é assistir o filme sem compará-los com as outras obras do diretor.

Nota – 7,5

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Os Homens que Não Amavam As Mulheres

Repleto de tensão e mistério,o pouco conhecido filme sueco “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, vai, injustamente, passar despercebido nas locadoras. Baseado num dos livros mais vendidos na Europa, a trama trata de uma conspiração familiar que acaba revelando o desaparecimento de uma jovem garota na década de 60 no qual os suspeito são os próprios integrantes da família. Mikael Blomkvist é um jornalista contratado por Hennrik Vanger para desvendar o desaparecimento e possível assassinato da adolescente. O Jornalista conta com a ajuda de uma hacker (Lisbeth).



Resisto muito a filmes com mais de 100 minutos esse é o único defeito do filme(quase 150 minutos). O diretor fez um bom filme policial, com cenas fortes(as cenas de violência e estupro causam impacto), o roteiro imprevisível e gradual, a fotografia aproveita o bela Suécia, para amarrar sua história a trama. Um filme notável.


Nota – 8,0

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Preciosa

Uma História de Esperança é um verdadeiro soco no estomago. É também um divisor de opiniões. Alguns gostam muito,outros acham o filme muito denso e monótono. No começo também fiquei na dúvida se realmente tinha gostado ou se tinha achado um filme de ótimas atuações.


Na verdade , concluo que “Preciosa” é um filme difícil de ver , por abordar uma história tão real e dolorosa de uma adolescente(Clairice Preciosa Jones) negra, obesa, pobre, abusada sexualmente pelo pai, maltratada e humilhada pela perversa mãe e com dificuldades de relacionamento inter-pessoal. Transferida para uma escola especial Preciosa sonha com uma melhoria de vida e a oportunidade de superação.

O filme é tão real e sincero em sua proposta que chega a ser incomodo. Faltam adjetivos para elogiar o trabalho da atriz da personagem principal(Gabourey Sidibe) como também da atriz que interpreta sua mãe(Mo´nique). O filme ainda conta com participações de Mariah Carey e Lenny Kravitz em atuações que por incrível que pareça só somam ao filme.

O ponto alto do filme é que ele não caí no clichê, como outros filmes com a temática semelhante, de pessoas sem oportunidades, que se apóiam em alguém ou algum dom natural, para realizar seus sonhos ou mudar de vida. E que no final geralmente,elas conseguem almejar seus objetivos. A nossa “heroína” não se assegura com nada nem com ninguém. A única pessoa que se preocupa de verdade com ela é a sua nova professora. E quando tudo parece que vai melhorar algo acontece e a deixa cada vez menos esperançosa.

Dirigido por Lee Daniels, e indicado a 5 Oscar(inclusive melhor filme,diretor e roteiro adaptado),“Preciosa” não é um filme para final de semana.Porém, é inegável a sensacional experiência de conferir um filme tão repleto de emoções e também de privilegiar duas excelentes atrizes que o cinema ganhou, Gabourey Sidibe e Mo´nique.



Veja também : (A Última Ceia-2001) também de Lee Daniels

Amor Sem Escalas

O diretor de “Juno” Jason Reitman constrói uma narrativa formidável nesse “Amor sem Escala”. Filme que de ínicio resistir em ver, mas que saí bem reflexivo depois que assisti. É um dos melhores que eu vi nos últimos meses.

George Clooney é Ryan , um empregado de uma empresa especializada em demissões, que viaja todo o país para desligar funcionários de outras empresas e que se vangloria de passar mais dias em aviões, táxis, aeroportos e hotéis do que na sua própria casa. Nessas viagens conhece Alex(Vera Farmiga) que parece viver da mesma forma que ele e acabam tendo uma romance.

Porém parece que seus dias estão acabando,quando uma funcionária que trabalha na mesma firma, Natalie(Anna Kendrick) que defende o trabalho de demissões pela internet.

O filme é conduzido de maneira crítica,humana e verdadeira. Você percebe que a história não se define num drama, num romance, nem tão pouco numa comédia,mas que passa muito bem por eles.

Fiquei fã da atriz Vera Farmiga.Vi poucos filmes com ela(No Rastro da Bala e A Órfã), mas já percebo sua versatilidade. A cena que ela e George Clooney se reecontram em Chicago no final do filme é inesquecível. Um verdadeiro tapa na cara.

Gostei muito. A mensagem que ficou é de que a vida deve ser sentida e não teorizada.


Nota- 8,5

Top 10

ToP 10 por Ilã Queiroz.



De inicio digo que é muito difícil escolher meu top 10, pois acabo esquecendo de alguns. Até por que não me limito a gêneros. Sou muito eclético, mas tenho uma facilidade de me indetificar com dramas e policiais. Tenho alguns romances que são referências. Se tem um gênero que eu assisto pouco é terror e ficção. Tentei selecionar os que mais me marcaram por algum motivo.




Aí vão:


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1º A Outra História Americana (American History X, EUA 1998)

Em "A Outra História Americana", a crueldade e a ignorância do ser humano são dissecadas desde a raiz até os últimos galhos, passando inclusive por temas delicados como "família" e "juventude". É um filme para se guardar e não se esquecer nunca mais.

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2º Réquiem Para um Sonho (Requiem for a Dream, EUA,2000)

Triste, sufocante, doloroso. São os adjetivos certos para definir esse filme. A Obra Prima de um Diretor (Darren Aronofsky) que se renova a cada trabalho. Depois de ver esse filme tenho certeza que só um louco para se envolver com drogas.

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Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine,EUA,2006)

Um filme para ver em qualquer momento.Talvez o filme dos 10 que eu mais revi. Simples, cativante, comovente, repleto de humor negro. Se você tem apenas um filme para ver nos últimos dias não perca “Pequena Miss Sunshine”.


Adoro a frase : “a vida é uma seqüência de concursos de beleza, estamos sempre querendo provar que somos melhores do que os outros'”.

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4º Sleepers: A Vingança Adormecida (Sleepers, EUA 1996)

Quatro jovens amigos que cresceram juntos no bairro barra-pesada de Hell's Kitchen, em Manhattan, têm a chance de se vingar dos carcereiros sádicos que abusaram seguidamente deles num instituto correcional, quando ainda eram crianças. Excelente filme,uma grande superação.

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5º O Senhor dos Anéis: Triloga (The Lord Of The Ring , EUA, NOVA ZELANDIA 2004)

O filme virou um Clássico Moderno. Aventura inesquecível. Sou fã incodicional dos livros. O filme não deixou nada a desejar.

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6º Antes do Amanhecer (Before Sunrise, EUA,AUSTRIA,SUÍÇA 1994)

Uma das mais belas e sensíveis história de amor do cinema moderno. Um filme que conquistou platéias de todo o mundo e o Urso de Prata no Festival de Berlim. É realmente um belo romance em que tudo flui suavemente, sem pretensões nem pressa de de acabar. Não há nenhuma cena de ação, nada de mais acontece, ninguem rouba a bolsa da moça e o mocinho corre atrás prá recuperar. não há nada que aconteça que não seja o casal conversando naturalmente. O amor na sua forma mais pura é revelado aqui. O amor na sua forma mais pura é revelado aqui.

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7 º E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, México ,2001)

O filme verdadeiro,sincero. Viagens, muito sexo. O primeiro sucesso de Gael Garcial Bernal. Fala sobre amizade. Revela que as mentiras doem, mas que a verdades esclarecidas doem ainda mais. Gostei muito. Melhor ainda ver sozinho!

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8º O Segredo de Borkeback Moutain (Brokeback Moutain , EUA 2005)

"Direção sensível, atuações brilhantes, trilha sonora gostosa de se ouvir, fotografia de encher os olhos, um roteiro bem formulado e livre de preconceitos, montagem competente..."

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9º Kill Bill (Kill Bill – EUA 2003)

Referência pop ao cinema trash japonês. O 4º filme de Tarantino. Quase 10 anos depois de Pulp Fiction.

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10º Billy Elliot – (Billy Elliot , Inglaterra 2001)

Ainda tem filmes que conseguem fazer você rir e chorar a ao mesmo tempo. É o caso desse Billy Elliot que conta a historia de um garoto pobre da Inglaterra que luta contra o seus pais para realizar o sonho de virar um dançarino. Filme para ter em casa.